quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Capitalismo selvagem

Tenho um professor na faculdade, Aloísio Menezes, que costuma classificar o capitalismo como um judoca anal (sic), na medida em que este regime se vale de tudo - até mesmo dos movimentos que lhe são contrários - para vender. Como maior exemplo disso, o intelectual cita o movimento hippie - contrário ao sistema. Este, porém, simplesmente usou-se do sucesso do movimento contracultural para "engoli-lo" e vender seus produtos em larga escala. É o cenário que temos até hoje.

Há pouco tomamos conhecimento de mais um dos inúmeros exemplos: o desabafo - de ontem!! - do técnico da seleção Argentina, Diego Armando Maradona, contra a imprensa de seu país após a classificação da seleção, já está estampado e à venda em camisas de todos os tamanhos.

Por essas e outras que o professor, com razão, não acredita no fim do sistema vigente. Nem eu. Vale registrar: bem como não acredito no sucesso da seleção argentina com Dios à frente da equipe.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Crônica do leitor

Estreando este espaço no qual pretendo dar "voz" aos que aqui leem - e "só" por isso já contribuem imensamente para a manutenção, mesmo que não diária, deste espaço -, poupá-los dos meus vícios de escrita e afins, convidei a leitora e maior incentivadora deste blog, Thamiris Kuhn que, gentilmente, dedicou-nos um pouco do seu tempo para externar sua visão (in loco) acerca, especificamente, do jogo entre Botafogo e Avaí. Meus sinceros agradecimentos à Thamiris.

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Botafogo lota Engenhão contra o Avaí

por Thamiris Kuhn*

No dia em que comemoramos o Dia das Crianças (12 de outubro), um fato inédito aos torcedores Alvinegros fez com que o Sol brilhasse mais forte – mesmo que as nuvens negras tentassem tomar conta do céu. O Estádio Olímpico João Havelange recebeu Botafogo (16º/32pts) e Avaí (12º/40pts), onde, visivelmente, formou-se um mar preto e branco, perfeito de se admirar. Bandeirões, torcedores alucinados, parecia fim de campeonato brasileiro em que se disputava páreo a páreo o primeiro lugar. Desde a sua inauguração (30 de junho de 2007), com um público de aproximadamente 43 mil – pagantes -, os botafoguenses não lotavam o Engenhão, fato repetido – graças àqueles com boa vontade de ir ao estádio em um feriado quente – no último dia 12. Foram 33.641 pagantes, entretanto, inúmeras falhas comprometeram a festa alvinegra.

A começar pelo início do jogo. O Botafogo mostrou vontade, porém, faltaram habilidades nas finalizações. Durante todo o primeiro tempo, o Avaí se esforçou para conseguir abrir o placar, frente à sua torcida de 20 gatos pingados. Foi realmente complicado visualizar a torcida do time catarinense em meio aos botafoguenses. Mas a quantidade não interfere (tanto) em partidas de futebol. Aos 28’ do primeiro tempo, Jobson driblou dois atacantes do Avaí e bateu um bolão no travessão, levando susto a Martini, goleiro do Avaí. Dentre faltas e chutes perigosos, quem abriu o placar foi justamente o Avaí. Em cobrança de falta, Caio mandou a bola para Emerson que abriu o placar, aos 37’do primeiro tempo.

Após a cobrança de falta e o gol do Avaí, o técnico do Botafogo, Estevam Soares, foi expulso por não concordar com a falta. O mesmo foi tirar satisfações com o auxiliar, Altemir Hausmann, e acabou levando um cartão vermelho. Conclusão: desespero botafoguense. Aos 44’, Wellington perde a disputa de bola com William, que marca o segundo gol do Avaí na partida. Intervalo e pânico alvinegro.

Segundo tempo. Estevam Soares substitui Léo Silva por Victor Simões e Reinaldo – vaiado pela torcida – sai para dar lugar a Rodrigo Dantas. Com quatro atacantes, o Botafogo começou a reagir dentro de campo. O Avaí permanece convicto de que vencerá a partida. A torcida, percebendo a garra alvinegra dentro de campo, empurra o time. Surtiu efeito. Aos 15’ do segundo tempo, Victor Simões leva perigo à área do Avaí, mas somente três minutos depois, o mesmo não tem pena: em bola levantada por Lúcio Flávio, Victor Simões faz o primeiro do Botafogo. Agora está 2x1, Avaí. Até então, o Avaí não havia demonstrado mais força para levar medo dentro de campo, mas foi capaz de roubar muitas bolas, sem grandes resultados.


Rodrigo Dantas, que entrou bem no jogo, deu passe para André Lima que desperdiçou. Logo após, Augusto quase marca contra, a favor do Botafogo, mas acabou acertando o goleiro do seu time que ficou caído no chão. Emerson impediu que a bola parasse na rede Avaiana. Durante o segundo tempo, o Botafogo levou muito perigo à zona do Avaí, porém, com muitos passes e finalizações errados. O empate só veio aos 33’, com Victor Simões – novamente. Com disputa de bola entre Emerson e André Lima – que tocou com a mão na bola -, ela sobra exatamente para Victor, que marca, deixando tudo igual no Engenhão. Os jogadores do Avaí, enfurecidos, foram reclamar com o árbitro André Luiz Castro, que acabou expulsando William, do Avaí.

O Botafogo teve chance de virar o jogo, haja vista ter 11 jogadores em campo contra 10 do Avaí. Aos 41’, Lúcio Flávio manda a bola pelo lado de fora da rede, deixando a torcida em êxtase. No fim do jogo, dois atos prejudicaram o Botafogo: 1)já com duas faltas, Juninho, capitão alvinegro, é expulso, saindo ovacionado pela galera presente; 2)Victor Simões sofreu falta na entrada da área e, em vez de apitá-la, o árbitro deu fim ao jogo. Após o término da partida, os jogadores foram aplaudidos em meio a gritos de “Valeu, Fogo!”.

Engana-se quem pensa que os problemas foram somente dentro de campo. Definitivamente, se as Olimpíadas fossem hoje, o Brasil receberia o título de “Vergonha Mundial”. Durante o intervalo, não havia mais água e refrigerantes para que os torcedores pudessem consumir. Em calor infernal, todos aglomerados, com sede, o que se tinha a fazer era esquecer e, ironicamente, produzir saliva. Um absurdo! Não houve capacidade de organização. Mesmo que o público não tenha sido estimado, há de se convir que, em pleno feriado e com o time em um pingo de ascensão, mais de cinco mil torcedores compareceriam ao estádio.

O atendimento por socorro, dentro do estádio, é ineficaz. Constam que um senhor enfartou durante o primeiro tempo de bola rolando. Pessoas ao redor clamavam por resgate que, ficou observando sem fazer o mínimo de esforço para chegar ao local. Até que essas mesmas pessoas começaram a gritar por um médico na torcida e a xingar o atendimento. O que se tem de notícia deste homem é que ele tem 42 anos e teve um AVC, enquanto assistia a partida que rolava. O atendimento socorreu-o depois de 10 minutos, mas alguém da torcida auxiliou com respiração boca-a-boca, até que a ineficiência garantisse a vida daquele homem.

Ademais, sete mil (sim, eu escrevi SETE MIL) torcedores entraram gratuitamente no estádio. A diretoria do Botafogo disponibilizou ingressos extras assim que começou a partida, porém, muitos torcedores não conseguiram entrar. Os com e sem ingresso que não conseguiram entrar no Engenhão tentaram invadir o local em sinal de protesto. Enquanto rolava o primeiro tempo, a entrada para o setor Oeste foi liberada, e assim, mesmo lotando o estádio, muitos ainda ficaram do lado de fora.

Vergonha!

O que foi de se vangloriar, em um dia destinado às crianças – que morreram de sede no estádio, aposto! – foi a torcida que compareceu em peso, completando 40 mil espaços no Engenhão. Mesmo com irregularidades, a festa foi bonita e o apoio ao time era o que realmente estava faltando. O Botafogo fez a festa das crianças alvinegras – mesmo pelo empate em 2x2 com o Avaí. Com este resultado, Avaí desce duas posições no Brasileirão e está em 12°. O Botafogo permanece na 16ª posição, três pontos à frente do primeiro time do Z-4 (Santo André 17°/29pts).

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* Thamiris Kuhn é estudante do 6º período de Comunicação Social (Jornalismo) da UNESA (Universidade Estácio de Sá).

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Entrevista - Murilo

Arquivo/AE
Como foi o início da sua carreira e a experiência de jogar fora do país?

Jogava vôlei em casa com o Gustavo e os meus tios participavam dos campeonatos municipais, então era um estímulo. Aos 17 anos saí da minha cidade e fui para São Paulo jogar profissionalmente. Fiquei cinco anos no clube Banespa e fui bicampeão paulista (2001 e 2002). Depois atuei duas temporadas pelo Suzano e fui para a Itália, onde morei por quatro anos e defendi o Valentia e o Modena. Jogar fora foi excelente para o meu crescimento como atleta, os campeonatos europeus são muito fortes, em especial o italiano que era onde eu atuava. Lá eu jogava com os melhores atletas do mundo e depois jogaria contra eles pela seleção.

E como avalia o seu retorno ao vôlei brasileiro?

Voltar ao Brasil foi muito positivo, além de poder ajudar o esporte no meu país ainda poderei ficar mais perto da minha família. E acredito que com a volta também de outros grandes atletas, o vôlei nacional em termos de clubes só tem a crescer. A próxima Superliga com certeza será mais disputada, terá mais times com chances de lutar pelo título, o nível técnico será maior, vamos ganhar em qualidade e teremos um campeonato mais forte.

Como foi jogar pela seleção ao lado do seu irmão?

Maravilhoso. O Gustavo sempre foi um espelho pra mim. O pouco tempo em que jogamos juntos representando o Brasil contribuiu muito na minha carreira. Eu sempre recorria a ele para pedir conselhos. Era muito exigente comigo, me colocava em dificuldades e falava para eu sempre dar o meu máximo nos treinamentos. Só agradeço.

Que momentos da sua carreira até agora você lembra com mais emoção?

Quando fui campeão do Campeonato Mundial Juvenil em 2001, na Polônia, pois foi a minha primeira competição internacional. E, mais recentemente, a final da Liga Mundial na Sérvia, que joguei como titular e também conquistei o título.

Quais são os seus próximos objetivos?

Profissionalmente, seguir a filosofia de trabalho implantada pelo Bernardinho e conseguir manter os bons resultados para chegar à conquista da próxima olimpíada, em Londres-2012. E, pessoalmente, o meu casamento com a Jaqueline (também jogadora de vôlei, atualmente contratada do Osasco).

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Seguindo a programação, a próxima atração será a série Por onde Anda, com a ex-atleta Ana Flávia.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Perfil - Giba


Segue abaixo o perfil de Giba. Mais uma contribuição de nosso parceiro - portal VôleiBrasil.org.

Nome Completo: Gilberto Amauri de Godoy Filho
Data de Nascimento: 23/12/1976
Cidade: Londrina - PR
Altura: 1,92m
Peso: 85kg
Time: Paraná Clube
Perfume: O meu (segredo! rs)
Livro: A Profecia Celestina
Filme: Um Homem de Família
Prato preferido: Massas
Ator e/ou Atriz: Paulo César Grande
Cantor e/ou Cantora: Leonardo
Viagem inesquecível: Lua de mel, em Madrid
Jogo inesquecível: Final Olímpica de Atenas-2004 e Pequim-2008
Ídolo: Pirv, minha esposa!
Hobbie: Livros e filmes

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Amanhã o blog dá lugar a uma entrevista com o também ponta, Murilo. Não percam!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Entrevista - Lucão

Reprodução/Internet
Por conta de uns problemas, não pude postar a entrevista do meio-de-rede da seleção, Lucão, concedida ao portal VôleiBrasil.org. Peço desculpas aos leitores. Reproduzo, na íntegra, o primeiro material concedido da parceria.

Como o vôlei surgiu na sua vida e quem foi o maior incentivador para seguir a carreira de atleta?

Aconteceu meio que sem querer. Eu tinha 16 anos, era bolsista e pra manter precisava fazer parte de algum grupo esportivo do colégio. Entrei para o time de basquete, mas tempos depois a escola perdeu o patrocínio nesta modalidade e aí para não perder o desconto na mensalidade tive que migrar para outra área. Foi aí que entrei para a equipe de vôlei, em princípio apenas para terminar os meus estudos. Depois percebi que estava dando certo e com o empurrãozinho do meu técnico na época, resolvi seguir profissionalmente. E, sem dúvida, meus pais foram e ainda são os maiores incentivadores da minha carreira.

Quando você decidiu ir por este caminho procurou exemplo em algum atleta da época para seguir os mesmos passos?


Com certeza. Eu iniciei neste esporte quando o Bernardinho ainda estava recente no comando da seleção masculina e logo começou a conquistar vários títulos o que, certamente só me motivou a continuar. E é muito prazeroso ainda ter tido a oportunidade de atuar com jogadores que serviram de inspiração para mim no começo de tudo, como Rodrigão, Gustavo e André Heller. Estes sempre foram os meus ídolos, procurava observar em cada um deles o que tinham de melhor.

A seleção masculina vinha de títulos seguidos nos últimos anos. Como foi para você e o grupo encarar o primeiro desafio de uma grande competição como a Liga Mundial 2009 com a chamada nova geração do vôlei brasileiro?


Sabíamos que a responsabilidade era muito grande, afinal o time brasileiro ganhava todos os torneios em que disputava. Mas, ao mesmo tempo, era também uma oportunidade para cada um de nós desse novo grupo. Era a chance de mostrar o nosso potencial e que estávamos nessa equipe por merecimento. A gente entrou na competição com a pressão de seguir o ciclo vitorioso da outra geração, mas conseguimos nos manter tranqüilos e confiantes de que poderíamos realizar ótimas partidas. E quando passamos da semifinal, aí sim acreditamos de vez que poderíamos ser campeões. Deu tudo certo!

Sobre a próxima temporada da Superliga 2009/2010, como você vê a disputa do campeonato com o retorno de jogadores como Giba, Murilo, Rodrigão, entre outros?

Tem tudo para ser uma Superliga mais competitiva, com mais clubes ‘brigando’ pelo título. A volta desses atletas ao vôlei brasileiro aumentou o nível técnico das equipes e com certeza a disputa vai ser boa. E todos ganham com isso, nós que vamos nos empenhar cada vez mais, e o público que poderá acompanhar jogos bem equilibrados, com muitos lances de rali.

Quais são os seus próximos objetivos pela seleção?

Trabalhar bem os próximos anos para chegar bem na Olimpíada de Londres-2012. Temos aí pela frente a Copa dos Campeões, Liga Mundial, Campeonato Mundial, enfim, muitos outros torneios até os jogos olímpicos para ganharmos em experiência.

Para finalizar, deixo aqui o pedido que Lucão fez quando postou para o blog do VôleiBrasil.
“Continuem acreditando nessa nova geração do vôlei brasileiro, cada vez mais a torcida de vocês será importante para as nossas conquistas”.


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Apenas para lembrar a agenda. Amanhã é dia de traçarmos o perfil daquele que arranca suspiros da ala feminina entusiasta do esporte: o ponta da seleção brasileira, Giba. Fiquem atentos!

sábado, 3 de outubro de 2009

Programação semanal

Amanhã, já como parte da parceria entre o Crônica Esportiva e o site VoleiBrasil.org, publicarei entrevista com o meio-de-rede do Cimed (SC) e da seleção brasileira, Lucão (foto: reprodução/CBV).

Aproveito para publicar toda a programação da semana - que será devidamente postada neste espaço:

• 06/10 (ter) - Perfil Giba

• 07/10 (qua) - Entrevista Murilo

• 08/10 (qui) - Por Onde Anda Ana Flávia
• 09/10 (sex) - Entrevista Giba
• 11/10 (dom) - Entrevista Robertinha (estatística da seleção masculina)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Nova parceria firmada

Ontem à tarde tive a honra de receber um contato do Marketing da M2BRNET, através de seu representante, Arthur Oliveira, propondo-me uma parceria (nos moldes da anterior - SporTV).


Arthur é representante do site de entretenimento da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e, como amante de esportes em geral, confessou ser leitor deste modesto espaço onde vos escrevo - ou tento.

Como parceiro, o VôleiBrasil.org nos forneceria, em primeira mão, releases, notícias etc. Existe, ainda, a possibilidade de colaborar com o site, eventualmente.

À medida que me forem passadas novas informações, informo a vocês, leitores.

Agradeço à M2BRNET pelo contato inicial e confiança. Seguiremos juntos!