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quinta-feira, 18 de junho de 2009

A oitava arte

O futebol é decerto a maior manifestação cultural deste povo. O esporte bretão está para nós tal qual o basquete para os EUA; o beisebol para Cuba etc. Irrefutável.

A primeira partida da final da Copa do Brasil, se transmitida fosse na grande tela – com (!) os preços exorbitantes dos finais de semana, diga-se –, não seria exagero algum, tamanho foi o nível do futebol apresentado no Pacaembu esta noite. Há muito, este “velho” (de pouco mais de 20 anos) intransigente que vos fala, não via, em meio a tanta mediocridade, um futebol – de ambas as partes! – vistoso, gratificante e extremamente prazeroso, mesmo àqueles que não torcem (é o caso) por nenhum dos times envolvidos na decisão – vale dizer: dois dos maiores times da temporada nacional.

O Corinthians, de Mano Menezes, fez valer o fator campo, empurrado por sua fanática e “louca” torcida. Serei sucinto na análise do jogo porque, mais do que isso, estou aqui para destacar e enaltecer a partida como obra, espetáculo - como deve ser, sobretudo no Brasil. O Inter, sem Kléber, D’Alessandro e Nilmar, visivelmente sentiu mais que o alvinegro paulista – que, por seu turno, não contava com André Santos. Andrézinho, conquanto tenha seu valor, contribuiu com a perda substancial, inegável – quiçá preponderante – de qualidade no meio-campo colorado. O próprio Taison (de quem falarei adiante, com louvor) declarou que sentiria mais falta do D’Alessandro, porque já têm um enorme entrosamento com o argentino.

Ronaldo, mais uma vez, fez o que se esperava dele: foi decisivo num momento decisivo. Fora de série. Craque. Este mesmo caminho, parece trilhar (a passos largos) Taison Barcellos Freda, vulgo Taison, a jóia do Beira-Rio. Com apenas 21 anos, o menino, que joga muita (!) bola (muito embora não goze da metade do prestígio de Neymar, do Santos – ainda que tenha provado está muito mais pronto que este..), disputou mais uma decisão com a camisa do Internacional e, na condição de maior esperança da torcida colorada nesta noite, esteve longe de decepcionar. Pelo contrário. Fez o que quis com os jogadores corintianos. Está, inclusive, entre os maiores goleadores da temporada, com 23 gols, ao lado de Tardelli (Atlético/MG), França (4 de Julho/PI), e Keirrison (Palmeiras).

Dormirei leve, satisfeito e convicto – ainda que isso possa parecer pretensão minha; não importa! – da existência da oitava arte. Ei-la aqui!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Campeão sem sustos

1º março de 2009 - No dia em que o Rio comemorou 444 anos - mais uma conquista em data significativa, a exemplo do Estadual de 2006, a centésima edição deste -, o Botafogo deu um tom alvinegro à festa.

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O time de Ney Franco é, antes de tudo, cônscio de suas limitações - que, por incrível que pareça, não são poucas. E certamente por isso também levou a partida facilmente. Sem sustos. Sem soberba ou menosprezo.

Ademais, a quinta conquista da Taça GB (67, 68, 97, 06 e 09) garantiu o Botafogo na quarta final de Carioca consecutiva - o Flamengo alcançou essa marca na década de 80, quando esteve nas decisões de 86, 87, 88 e 89.

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Em tempo: sempre que conquistou a Taça Guanabara, o Botafogo venceu também o Carioca. Aos supersticiosos botafoguenses (pleonasmo?) é, no mínimo, um bom presságio.

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Parabéns a todos os demais campeões de turno - Internacional, Paysandu, Ceará, Assu etc.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Sudamericana

Atlético/PR 3x4 Chivas - Na Arena da Baixada, o Furacão até tentou - acreditem! -, mas foi eliminado da competição internacional, em casa. O curioso é que o time misto do Atlético/PR, na semana passada, havia empatado com o mesmo Chivas, no México. Se estivéssemos tratando de Matemática, chegaríamos à seguinte inferência: Chivas 2x2 Atlético/PR (misto) / Atlético/PR (titular) 3x4 Chivas .:. (logo, donde de se concluiu etc.) O time titular do Atlético é pior que o time misto. Não? Preocupante. Tão preocupante quanto é o fato de ter que contar com Rafael "He-Man" Moura para artilheiro. No Brasileirão, o rubro-negro ocupa a 16ª posição, com singelos 28 pontos. Vale dizer: é o primeiro time acima da zona de rebaixamento. A agonia ainda durará bastante.

Gols: Pineda, aos 42 minutos do primeiro tempo, e Báez, aos cinco, Rafael Moura, aos 13 e 34, Arellano, aos 18, Santana, aos 21, e Kelly, aos 23 do segundo.



O Chivas (MEX) avança e pega o vencedor de River Plate (ARG) x Defensor Sporting (URU), que se enfrentam amanhã, em Buenos Aires. No primeiro confronto, em Montevidéu, deu River: 2 a 1.


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Completam a rodada da competição nesta noite, as seguintes equipes brasileiras:

Palmeiras x Sport Ancásh (PER) - No Palestra Itália, o novo líder do Brasileirão enfrenta, pela partida de volta, o fraco time peruano. No Peru, houve empate sem gols. A conta é simples: quem vencer, leva ao passo que novo empate, sem gols, leva a partida para as cobranças de pênalti. Para esta partida, o alviverde só deve contar com Marcos e Pierre - voltando de contusão -, de titulares. Boa partida para o bom volante "carrapato" pegar novamente ritmo. Com o mínimo de vontade, o Palmeiras passa de fase.

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Botafogo x América (COL) - No Engenhão, o Botafogo terá de correr atrás do, inimáginável - pra mim, pelo menos -, prejuízo. Mais um. Não bastassem as seguidas patinadas no campeonato nacional. Quarta-feira passada, na Colômbia, conseguiu perder (1 a 0) para o modesto América de Cali. Para passar de fase direto terá, obrigatoriamente, que vencer por dois (ou mais, óbvio) gols de diferença. O que acho muito difícil. No Botafogo quantidade está longe de significar qualidade, ou seja, não adianta escalar dois, três ou quatro atacantes. O ataque é inoperante. Inexiste. Meu palpite: se (uma vez que, além de todos os gritantes problemas ofensivos, as dimensões do gramado favorecem aqueles que vêm para se defender) passar, será nas penalidades. Portanto, venceria de 1 a 0 só - ainda que jogue com sua força máxima.

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Internacional x Universidad Católica (CHI) - O agora aspirante a última vaga da Libertadores enfrenta o time chileno tendo a seu favor uma situação muito cômoda. Para passar à próxima fase, joga por uma vitória simples (ou qualquer) ou um empate sem gols. Vale lembrar que, no jogo de ida, em Santiago, o Internacional arrancou um empate, no fim. O que lhe garantiu tal comodidade. Vai a campo, pois, com três titulares apenas: o goleiro Clemer, o zagueiro Bolívar e o volante Edinho. E tá de bom tamanho.

domingo, 7 de setembro de 2008

A dois passos do Paraíso

Coritiba 0x1 Botafogo - Onze partidas de invencibildade (a última derrota foi para o São Paulo, no Morumbi). Nestas onze, apenas 3 gols levados - o que lhe coloca, naturalmente, como a 2ª melhor defesa da competição. Quarta vitória (Atlético/PR, Figueirense, Sport e Coritiba) consecutiva fora de casa. Os números do Botafogo (4º/43 pts.), de fato, impressionam. Cabe, mesmo a incrédula torcida alvinegra, sonhar com um vôo maior. Claro, à surdina. Sem se gabar para nenhum rival. Tentando não se iludir demais para que, se porventura não ocorrer, o tombo não doa demais.

No Couto Pereira, destaque, também!, para os goleiros. Vanderlei, sob os olhares do outrora titular absoluto Édson Bastos, fez defesas espetaculares. Inacreditáveis. Belíssimo goleiro que, confesso, não conhecia. Mas a partida teve de tudo. Por isso, há mais de um destaque. A julgar pelas boas campanhas das equipes, era de se esperar um jogo equilibradíssimo - como foi, diga-se -, não obstante o Botafogo tivesse maior volume da partida desde o início. O alvinegro carioca chegava perigosamente com Carlos Alberto, Jorge Henrique, Wellington Paulista... Pasmem! Até mesmo o ínfimo (prova disso é mais um gol de um atleta que não joga na posição) poder de ataque - o maior problema desse Botafogo -, hoje, levou perigo. Parou, todavia, em Vanderle que, não á toa, trabalhou muito. O Coritiba (8º/37 pts.), por sua vez, respondia com Carlinhos Paraíba, Keirrison e cia. Quando não eram interceptados pelo também ótimo Renan (substituto de Castillo), Triguinho fazia as honras da casa, salvando, por duas vezes, a bola em cima da linha. Vale ressaltar que o jogo teve ares de emoção, muito também, pelo dinamismo que o árbitro Leandro Vuaden, à européia, concede às partidas que arbitra. Muito me agrada o estilo. Obriga o jogador brasileiro, "malandro" por natureza, a dar continuidade a uma jogada, em vez de simplesmente se atirar ao solo, se possível for etc. Acho benéfica a atitude. Na etapa final, o Coritiba se perdeu, abusou de passes errados e Thiaguinho, aos 24, que não fazia boa partida, acertou um petardo, indefensável - só assim para, hoje, vencer Vanderlei. Depois do gol, o Coxa passou a atacar mais, muito embora sem sucesso. O Botafogo volta ao G4, que hoje lhe garantiria a participação na Libertadores - torneio que não disputa desde 96 -, podendo, à mineira, almejar um pouco mais. Campeonato não falta. A julgar pela consistente campanha de Ney Franco, é um sonho possível. Com o insucesso, o time de Dorival Júnior estagna na 8ª posição, seis pontos atrás do G4. A Sul-Americana parece ser mesmo o destino do emeregente clube. Nada capaz de ofuscar a, até então, louvável campanha.

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Internacional 1x0 Portuguesa - Vitória, diria, irrisória - haja visto que não faz sequer subir na tabela. Óbvio que são mais três pontos para a conta, mas ante a um elenco recheado de bons nomes, é pouquíssimo. Elenco este que, indubitavelmente, tem tudo para render no ano que vem. Não deu liga quando necessário. Coube a Magrão decretar, por placar mínimo, a vitória Colorada - em passado recente apontada por muitos como candidata ao título, devido às contratações - sobre uma Portuguesa briga apenas para não cair. É verdade que Nilmar e D'Alessandro não atuaram, por estarem servindo suas respectivas seleções nas Eliminatórias. O que não se sustenta, como desculpa, neste contexto. A premissa não é verdadeira. E o Internacional (11º/ ), como vinha enfatizando aqui (sem a pretensão de ser o mensageiro do apocalipse), terá de se contentar com a Sul-Americana. Algo além disso é inimaginável. Aliás, competição na qual estão depositadas todas as esperanças de salvar o ano. Nunca valeu tanto! E Tite, pouco aceito pela torcida, já balança sob os gélidos ventos sulistas...

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Fluminense 0x0 Grêmio - Muita expectativa. Pouco (ou nenhum) futebol. Em pouco mais de 90 minutos alguns raros lampejos, apenas. Destaque para o goleiro Vitor que fez boas defesas quando solicitado. Ainda que, como de costume, o demérito tenha sido do matador (?) Washington que, sistematicamente, perde gols inaceitáveis. O Grêmio (1º/49 pts.), bem ou mal, com uma proposta defensiva, pontua por mais uma rodada. Satisfatório. Mantém a vantagem de cinco pontos. E o Fluminense (17º/25 pts.) retorna à incômoda zona de rebaixamento. Sinal de alerta.

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Náutico 2x0 Ipatinga - Adversário ideal para afastar qualquer crise. Quase como um bônus. Felipe, por duas vezes, tratou de afastar a zebra; e o Náutico (15º/26 pts.), uma vez líder, sai, por ora, da zona. Nada muito animador. A briga na parte de baixo da tabela promete até o fim. E o Náutico não foge à regra. Tampouco o Ipatinga (20º/21 pts.).

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Os gols da 24ª rodada

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

À fase internacional

Atlético/MG 2x5 Botafogo - Tragédia anunciada. No Mineirão, como era de se esperar - mesmo pelos céticos atleticanos -, o Botafogo passou de fase. Podendo perder por até um gol de diferença, o alvinegro carioca tratou de abrir o placar aos 21, com Lúcio Flávio - que não seria sequer relacionado para à partida, mas acatou um pedido do técnico para atuar pelo menos um tempo -, curiosamente, em momento em que o Atlético/MG, sem Marques, Rafael Miranda, Marcos e Petkovic, estava melhor na partida. Um balde gélido de água sobre o ímpeto atleticano. A partida já podia ser dada como liqüidada. A equipe de Marcelo Oliveira, naturalmente, esmoreceu. Lúcio Flávio dilatou o placar, seis minutos depois. Na etapa complementar, Jorge Henrique - completara 100 jogos pelo clube -, Lenílson (2), Carlos Alberto e Leandro Almeida (contra) fizeram os demais tentos. Gil ainda desperdiçou uma penalidade, de forma bisonha. A fragilidade atleticana é notória e preocupante. E o Botafogo... não deve se animar com gols do apoiador Lúcio Flávio. Esta função compete, sobretudo, aos atacantes. Posição esta extremamente carente neste enxuto elenco alviengro, e que pode jogar por água abaixo toda essa campanha de Ney Franco à frente da equipe. O resultado credencia o Botafogo a passar para à fase internacional da competição. O adversário sairá do duelo entre dois colombianos: América ou Deportivo. Ambos de Cali. A primeira partida foi vencida pelo primeiro, por 2 a 0.

Melhores momentos de Atlético/MG x Botafogo


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São Paulo 0 (3) x (4) 0 Atlético/PR - Duelo de extremos. O São Paulo contava apenas com Rogério Ceni e Juninho de experientes. Os demais eram garotos da base paulista. Já o Atlético/PR, salvo algumas exceções, vinha com a força máxima. E, ainda assim, sofreu para avançar à próxima fase. Igualdade no tempo regulamentar. E partida decidida nos pênaltis. Lugar ideal para a prevalência desta experiência paranaense. Oscar e Juninho desperdiçaram pelo lado paulista; Allan Bahia pelo rubro-negro. O adversário da equipe do satisfeito Mário Sérgio sairá do duelo entre Chivas (MEX) x Araguá (VEN). A dificuldade paranaense frente aos meninos do São Paulo só preocupa, ainda mais, a torcida atleticana no que tange ao futuro no campeonato nacional.

Melhores momentos de São Paulo x Atlético-PR

sábado, 23 de agosto de 2008

À mineira

Sexta vitória consecutiva. Marca inédita na história do clube nesta competição. Marca essa que supera as campanhas do alvinegro de 1992 e 1995 - ano em que se sagrou campeão nacional. Ademais, se for levado em conta a Sul-Americana, o Botafogo chega à setima vitória seguida. A campanha ainda merece outros destaques: possui a segunda melhor defesa da competição (19). Aí está, certamente, o início da visível evolução. O Botafogo de Cuca, sobretudo o time de 2007, jogava um futebol, quase que unanimamente reconhecido, vistoso, o mais bonito do país. Porém, pagava o preço pela ofensividade: sofria muitos gols. Já o time de Ney Franco, equilibrou-se. Está consistente. Com Renato Silva e André Luís encontrou seu equilíbro. O primeiro, ainda que por vezes estabanado, é rápido, tem boa antecipação e, finalmente, reencontrou o nível que lhe fez ter notoriedade no cenário nacional. Já o segundo, mais lento, é o zagueiro da sobra. Tem como ponto forte as jogadas aéreas. Outrora explosivo, após o lamentável episódio dos Aflitos - que lhe rendeu suspensão -, está irreconhecível. Sereno.

Adriana Lorete

Botafogo 1x0 Cruzeiro - A primeira etapa foi meramente burocrática. Poucas chances de gols. As melhores, porém, do Cruzeiro (2º/39 pts.) com Camilo e Guilherme, cabeceando na trave. Na etapa final, o Botafogo (3º/37 pts.) voltou disposto a decidir. Fazer valer o mando - que equivale a oito das onze vitórias, até então - de campo. A equipe celeste, sob pressão, se contentava (a menos foi o que deu a entender Fábio) com o empate. Aos 24, com a expulsão de Camilo, a tarefa foi facilitada. Ney Franco, como deve ser, não perdeu tempo. Imediatamente após a expulsão do atleta cruzeirense, lançou mais um atacante: Gil, sacando Diguinho, com amarelo. Dez minutos após a expulsão e depois de muito insistir, o Botafogo chegou ao gol. Giulliano Bozzano - e só ele! - viu pênalti de Thiago Heleno em Wellington Paulista. Um parêntese: Não creio que deva ser debitada a vitória ao árbitro. Os problemas celestes eram muitos: muito desfalcado (Fabrício, Charles, Ramires e Wagner), com um jogador a menos, jogando fora de casa contra uma equipe em franca ascensão e com tamanho ímpeto. Lúcio Flávio, como de praxe, converteu. Só então o Cruzeiro de Adílson Batista passou a buscar à meta de Renan. Sem sucesso. A sexta vitória rende novos frutos, ou melhor, uma posição. Com a cara e o jeito do mineiro Ney Franco, o Botafogo vai subindo. Comendo quieto. Sem alarde. Pelas beiradas.

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São Paulo 3x1 Atlético-PR - Virada insossa. Não fosse o adversário, o combalido Atlético/PR (14º/23 pts.), a tarefa poderia ter sido dificultada, muito provavelmente tentada sem sucesso. O efetivado - por Mário Sérgio - Pedro Oldoni deu esperança aos rubro-negros, que terminaram, a primeira etapa, à frente. E logo no primeiro minuto, Hugo empatou. Predonderante para a virada ou, ao menos, para acreditar que poderia acontecer. André Lima entrou e foi coadjuvante e protagonista. Primeiro, ajeitou, de cabeça, para Borges decretar a virada: 2 a 1. Depois, já no final, deu números finais à partida. O São Paulo (5º/36 pts.), mesmo com a vitória, se mantém na quinta posição. Próximo, é verdade, do G4. Todavia, nem mesmo o seu maior patrimônio (torcida) parece acreditar em algo mais nessa competição. Reflexo disso é o público presente: 6.006 testemunhas. A tarefa, mesmo para conseguir uma das quatro vagas da Libertadores, será árdua.

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Internacional 4x1 Palmeiras - Três partidas sem vitória. Esse era o retrospecto do Internacional (9º/29 pts.) até antes da partida. Entretanto, não podia haver adversário melhor para se enfrentar, jogando no Beira Rio: o caseiro time palmeirense que, jogando fora de seus domínios, obteve apenas duas vitórias. Irrisório para quem almeja algo na competição. A partida teve ares de ultimate fighting, muitas faltas, muitos cartões, sobretudo no primeiro tempo. Logo no primeiro minuto o Palmeiras (4º/37 pts.) abriu o placar com Jeci, de cabeça. Gol mal anulado pelo bandeira, porém. Pouco depois aos 3, talvez para compensar, o árbitro Jailson Macedo Freitas marcou pênalti equivocadamente, de Clemer em Alex Mineiro. Convertido por este. A fim de dar uma resposta à sua torcida, o Internacional foi pra cima e empatou aos 18, com Índio e, um minuto depois, num petardo de Alex, virou. Na segunda etapa, passou o lápis e fechou a conta com Índio, novamente e com o pupilo Taison - que havia entrado no lugar de Alex, ainda no primeiro tempo. A elogiar a belíssima atuação do meia argentino D'Alessandro. Diferenciado, realmente. Com a goleada, o Colorado sobe três posições e passa a olhar com carinho - se mantida uma regularidade - para o pelotão da frente, com alguma chance de galgar uma das vagas da Libertadores. Um passo de cada vez, contudo. Quanto ao Palmeiras, com franqueza... não consigo entender tamanha disparidade de atuação. Os números são alarmantes.

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Náutico 1x3 Fluminense -
Três gols de Washington e efêmero alívio para o Fluminense (16º/22 pts.) de Cuca - duas vitórias em dois jogos. Retrospecto que faz nutrir esperança na torcida Tricolor. Partida entre duas equipes desesperadas. Kuki descontou para o Náutico (18º/21 pts.). O Timbu segue em queda livre - duas derrotas seguidas. Fortíssimo candidato ao rebaixamento. Sem mais a destacar.

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Ipatinga 1x1 Santos - Outros dois candidatos ao rebaixamento - vai faltar vaga! Cinco pontos atrás do primeiro time fora da zona (Fluminense), o Ipatinga (20º/17 pts.), arrisco dizer, já foi. Figura, apenas. Cumpre tabela. Curte a primeira divisão. E o Santos (19º/19 pts.) , perde - outra!! - grande chance de tentar escapar da zona. O alvinegro praiano faz força para cair, abraçado à equipe mineira. Em lance digno de pelada - coincidência -, o grosso Domingos rifou a bola pra frente, o zagueiro mineiro tentou atrasar para o goleiro, mas a cabeçada foi fraca... Cuevas, que acreditou no lance, dominou e marcou. A bisonhice foi aos 37. O que dava a entender que o Santos, enfim, venceria. Doce ilusão. Aos 39, Henrique empatou. E o futuro santista não é tão incerto... encara, simplesmente, o vice-líder Cruzeiro, na Vila Belmiro. Façam suas apostas!

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Portuguesa 0x1 Vasco
- No dia em que comemorava 110 anos, enfim, a primeira vitória do Vasco (13º/25 pts.) fora de casa. Uma das coisas que a torcida cruzmaltina precisa, pra ficar tranqüila - ou menos nervosa - é disso (sem falar em reforços, o que me parece óbvio, sobretudo no setor defensivo). A Portuguesa (17º/22 pts.) chegou melhor ao ataque. Teve, inclusive, duas bolas na trave. Alex Teixeira, porém, foi mais preciso e decretou a vitória por placar mínimo. O que menos importa no momento. A Lusa caiu uma posição e entra na zona. Sem os lampejos de Diogo, a equipe lusitana corre seriíssimos riscos.

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Atlético/MG 1x1 Goiás - Parece não ter fim o martírio atleticano. Praticamente eliminado da Sul-Americana, sem saber o que é vencer desde a 18ª rodada (épica virada contra o Santos) e, pra completar, no ano de seu centenário, o Atlético/MG (14º/25 pts.) sucumbiu, novamente. Frente à sua cética - e com razão! - torcida. Para o Goiás (12º/27 pts.), o empate é satisfatório. Tem como principal - e única possível - ambição terminar mais um ano na elite e, se pintar uma vaga da Sul-Americana, agirão de forma indiferente (alguém dúvida?). Como manda o roteiro nacional. Petkovic (o fio de esperança que resta) e Paulo Baier marcaram. Iarley ainda desperdiçou uma penalidade - dos males o menor.

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Flamengo 2x1 Grêmio - Bela vitória rubro-negra, no Maracanã. Uma vitória sobre o (quase) imbatível líder, certamente, dará novo ânimo ao outrora ocupante do topo, Flamengo (6º/35 pts.). Curiosamente, o Grêmio (1º/44 pts.) de Celso Roth, das três derrotas que soma na competição, todas foram para cariocas (Vasco, Botafogo e Flamengo) e no Rio. Maxi - pasmem! - Toró e Souza - balaço - escreveram os números da partida. Tal qual a briga na rabeira, a disputa no ápice da tabela é (e promete ser) acirrada. O campeonato agradece.

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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

(No) Soy loco por ti, América

Começa, para os brasileiros, a tão desdenhada - sabe-se lá por que, uma vez que rende ao campeão mais de um milhão de reais - competição Sul-Americana, de mesmo nome. A primeira fase, eliminatória, acontece entre clubes nacionais. O Brasil conta com oito participantes: Atlético/MG, Atlético/PR, Botafogo, Vasco, Palmeiras, São Paulo, Grêmio e Internacional. A rodada começou terça-feira para Atlético/PR e São Paulo.

Atlético/PR 0x0 São Paulo - Empate insosso na Arena da Baixada entre os reservas do São Paulo e o quase completo - sem Renan e Rafael Moura - Atlético/PR. O modesto resultado parece definir o futuro atleticano na competição nacional. Deveras sombrio. E o São Paulo, que de titular, inscreveu apenas Rogério Ceni - que, apesar disso, não jogou esta partida -, apenas figura e talvez, sem querer, passe à próxima fase da competição, posto que decidirá a vaga no Morumbi, dia 27.

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Vasco 3x1 Palmeiras - Muita pixotada. Muito espaço nas arquibancadas (público: 954 pagantes). Pouco futebol. A torcida do Vasco - segunda maior do estado -, desacreditada, infelizmente parece definhar. Durante a partida, era gritante o desinteresse do Palmeiras - que tinha como "atrações" Denílson, Élder Granja e Kléber. A pixotada era geral. O Vasco - também com muitos reservas -, um pouco mais interessado, venceu sob o comando do sempre empenhado Madson. Alan Kardec abriu o placar, com Jefferson empatando. Na etapa final, destaque para o petardo de Matheus. Foi o que de melhor aconteceu. Madson foi coroado no fim da partida com um gol de pênalti - inexistente, diga-se. Diante de total abnegação palmeirense, é bem capaz que a equipe de Tita passe adiante. Vão.
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Internacional 1x1 Grêmio - Infelizmente, não pude acompanhar aquela que me parecia ser a mais interessante partida da quarta. A Fox, apesar de anunciar na programação o clássico, não exibiu na íntegra. Por mais uma vez, titulares x reservas. O Inter vinha quase completo - não contava com Nilmar e Alex - e tinha como principal atração da noite a estréia do meia argentino D'Alessandro (foto). Fazia sua estréia, também, o rodado lateral Gustavo Nery. Muito embora, convenhamos, tal marca não mereça qualquer tipo de alarde. Já o Grêmio, de titular, só contava com o cobiçado (agora pelo Wolfsburg, da Alemanha) zagueiro Léo que, curiosamente, marcou o gol de empate. Daniel Carvalho, em seu segundo jogo pela equipe, abriu o placar para o Colorado. Do lado azul do Rio Grande, até entende-se o fato de preterir a competição. Está no topo da competição nacional. Já do lado vermelho do estado, o sonho está distante. Contratou muito bem - com ressalvas tão evidentes que não merecem ser expostas -, mas tropeça. A diferença para o líder - e maior rival -, Grêmio, já é de 15 pontos.

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Botafogo 3x1 Atlético/MG - Surpreendente. Não pelo resultado, mas pelo desinteresse - que imaginei e Ney Franco preconizou - do Botafogo, que bradava aos quatro cantos a importância que daria à competição. Uma partida apática. Confesso que em dado momento da etapa final cochilei por bons 20 minutos, aproximadamente. E nem por isso perdi alguma coisa. Acordei e o placar ainda apontava 1 a 1. Foi então que Eduardo, após belo passe de Lucas Silva - que entrou bem, ou pelo menos com alguma vontade, pelos minutos finais que acompanhei -, desempatou e já no último lance de jogo Carlos Alberto - já havia feito o primeiro; um golaço, após bela cobrança de falta - dilatou o placar. Por sorte, atualmente, para vencer o Atlético/MG não precisa muita inspiração. Para piorar, a freguesia continua: são quase 7 anos ou 13 jogos sem vencer o Botafogo. Um centenário para ser esquecido.

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Belíssima vitória da vibrante e recém-formada dupla Larissa/Ana Paula, que garante a classificação para às semi-finais, onde irão enfrentar as americanas - e atuais campeães olímpicas - Walsh e May. A vitória de hoje deve-se, principalmente, pela (quase) onipresente Larrisa. Defendeu com desenvoltura - isto é, 'amaciando' verdadeiras bombas desferidas pelas alemãs - e, fez algo que não tava acostumada a fazer, quando ao lado de Juliana: atacar. Variou entre cortadas e sutis largadinhas - este, pra mim, é o movimento que mais admiro, tamanha é a habilidade e precisão necessárias para executá-lo com sucesso. A julgar por hoje, tão-somente, esta nova dupla brasileira me parece mais equilibrada que quando formada por Larrisa/Juliana. O tempo e Walsh e May irão me desmentir. Ou não. Assim espero, digo, esperamos.

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Os gols no Engenhão

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Plantão e 17ª rodada

Segunda-feira (04/08) Romário não irá mais ao programa "Bem, Amigos" do SporTV. É tudo que sei, até o momento. Fui informado ontem, às 19h. Mas depois tive um problema na conexão e não pude mais postar.

Assim que tiver maiores informações sobre a razão da ausência do baixinho, completo o post.


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SÁB., 02/08/08

(foto: Márcia Feitosa/VIPCOMM)
Fluminense 1x2 Internacional - No Maracanã, a primeira vitória do Internacional (9º/25 pts.) fora de casa. A décima derrota - terceira seguida - do Fluminense (19º/13 pts.) que, por mais uma vez pode, ao final da rodada, passar a ser o novo lanterna da competição - muito embora não acredite, posto que, mesmo em casa, o Ipatinga enfrenta o Palmeiras. Contudo, um simples empate garante a lanterna ao Tricolor. Aproveitando-se da fragilidade do Fluminense - que não tinha um lateral-direito de ofício sequer para a partida, cabendo ao volante Maurício desempenhar tal função -, o Internacional, comandado por Nilmar - que marcou os dois, com Somália, sem querer, descontando -, ficou à vontade. Sentiu-se em casa. Nilmar desmereceu o veterano Roger. Os dois gols foram em cima do lateral-zagueiro. Hoje, o Fluminense nada mais é do que um combinado - mesclado com muitos meninos -, formado por Renato Gaúcho. A situação está cada vez mais delicada. O Tricolor carioca soma os mesmos 13 irrisórios pontos que o Ipatinga - que muitos já dão como rebaixado. Agoniza. Já o Colorado, é um bom time que está prestes a se tornar um timaço, com suas novas aquisições - Daniel Carvalho, D'Alessandro... - aliado às permanências de Nilmar e Guiñazu, conseqüentemente se tornando um fortíssimo candidato ao título. A conferir.

Merece ressalva: Renato Gaúcho, que há não muito tempo era só lamúrias por conta das ausências dos Thiagos e a fragilidade do elenco, mudou o discurso. Hoje, enalteceu enfaticamente, o seu grupo. Curioso, não?

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Goiás 4x0 Portuguesa - Depois de duas derrotas consecutivas - Sport e Botafogo -, o violento Goiás (13º/20 pts.) de Hélio dos Anjos volta a vencer. O adversário foi a Portuguesa (15º/19 pts.) - que vinha de vitória - de Espinosa. Essa oscilação ou irregularidade - como preferirem -, preocupa. Ambos. Preocupa ainda mais se levarmos em conta seus últimos adversários do turno. Anotaram os gols da goleda esmeraldina: Júlio César (foto: Lancepress), Iarley, Romerito.

Goiás: Flamengo (c), São Paulo (f);
Portuguesa: Sport (f), Cruzeiro (c);


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(foto: Lancepress)
Náutico 1x2 Figueirense - Finalmente o reencontro com o belo e desejado caminho das vitórias para o Figueirense (9º/24 pts.) PC Gusmão. Coisa que não acontecia desde a 12ª rodada - vencera, na ocasião, o Santos. Já a série de insucessos do Náutico (15º/18 pts.) é ainda maior. Não sabe o que é vencer desde a 10ª rodada ou 09/07, quando venceu o São Paulo, nos Aflitos. Há de se ressaltar que o Timbu já chegou a ser líder do campeonato. Agora a zona pode vir a se tornar a nova realidade, ainda nesta rodada. E o Figueirense se mantém na zona intermediária - onde deve estar ao término da competição. Rafael Coelho (esq.) anotou os dois gols do alvinegro, com Gilmar - de pênalti - diminuindo.

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DOM., 03/08/08

Ipatinga 1x2 Palmeiras - Venceu, mas não convenceu. O que, convenhamos, não se faz necessário em se tratando de Ipatinga (20º/13 pts.). O chileno Valdívia, pivô de mal-estar na última partida, marcou os dois gols da partida. Adeílston marcou o de honra para a equipe mineira. Invicto há quatro jogos e com a segunda vitória consecutiva, o Palmeiras (3º/31 pts.) consolida sua posição no G4. Para o Ipatinga, a partida era a chance de deixar a lanterna para o Tricolor carioca. Bastava que empatassem. Fracassaram. Em 17 partidas até agora, somam 10 derrotas. A queda parece iminente.

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(foto: Gaspar Nóbrega/VBIPCOMM)
São Paulo 4x0 Vasco - Mole, mole. Fácil, fácil. Na estréia de André Lima (ex-Botafogo e Herta Berlim), o São Paulo (4º/30 pts.) goleou o frágil Vasco (14º/19 pts.), que segue sem vencer fora de casa - em nove partidas, sete derrotas e dois empates. Engana-se, porém, quem se ilude com tal goleada. A equipe são-paulina não é lá essas maravilhas - e não foi pela sonora goleada que se tornou. Deve-se ter como exemplo a última rodada, quando foi a vez da equipe cruzmaltina golear o Atlético/MG (6x1). Portanto, não há com o quê se iludir. O São Paulo ainda não anima. Oscila em demasia além de não apresentar um futebol convincente. Chega, porém, ao G4. É o que vale, por ora. André Lima - em posição irregular - e Rogério Ceni - falta e pênalti - massacraram o Vasco.

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Flamengo 1x2 Cruzeiro - Estagnação total. O Flamengo (6º/28 pts.) parou nos 28 pontos e a queda, portanto, torna-se inevitável. Outrora líder isolado, o rubro-negro carioca já é o sexto colocado. As razões são óbvias - e já elucidadas em crônicas anteriores. É o segundo triunfo do Cruzeiro (2º/33 pts.) na Cidade Maravilhosa. Aliás, neste turno, jogaria apenas contra dois cariocas no Rio (Fluminense e Flamengo). Venceu o primeiro por 3 a 1 e o segundo por 2 a 1. É a terceira vitória consecutiva da equipe celeste. Inquestionável více-líder. O Flamengo segue combalido. O estreante Vandinho estreou e já marcou. Bom presságio. No entanto, urge contratar um meia de criação e outra(s) opção(ões) para o ataque. Principalmente agora que perdeu, por pelo menos 3 meses, Diego Tardelli. Foi testado o jovem Erick Flores, precocemente. Os resultados insatisfatórios estão diretamente ligados às debandadas. São apenas dois pontos conquistados em dezoito disputados.
Marcaram, no Maracanã: Vandinho, Guilherme - que chegou à liderança da artilharia, ao lado de Kléber Pereira e Alex Mineiro - e Rômulo.

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(foto: Agência Estado)
Grêmio 2x0 Vitória - O Imortal confirmou a boa fase e se manteve na liderança isolada da competição. E melhor: venceu um adversário direto - ainda que acredite que o Vitória (5º/29 pts.) brigue, no máximo, por Libertadores. A campanha do Grêmio (1º/35 pts.) é quase irretocável. Souza fez sua estréia pelo Tricolor gaúcho. Deu mais qualidade ao meio-campo. William Magrão e Reinaldo selaram a vitória.

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Atlético/PR 0x3 Botafogo - Atuação de gala. Irretocável. Em nítida ascensão, coube ao Botafogo (8º/25 pts.) somente confirmá-la e vencer a primeira partida fora de casa. Já o Atlético/PR (17º/17 pts.), na Arena da Baixada, estava invicto (em oito jogos, cinco empates e três vitórias). Estava. O alvinegro carioca, detentor da maior goleada já aplicada ao rival paranaense em seu estádio - 5 a 0, em 2006 -, ainda que desfalcado (Carlos Alberto, Wellington Paulista, Castillo, Alessandro e Triguinho), novamente goleou o Atlético/PR e, enfim, venceu sua primeira partida fora. O resultado valeu, ao Botafogo, uma posição ou cinco pontos do G4. Ao Atlético, representou a entrada na zona de descenso e a demissão de seu técnico, Roberto Fernandes. E Geninho - campeão brasileiro pelo clube em 2001 -, novamente conclamado em Curitiba, é o nome forte para assumir. Não acredito que seja a solução. Mas é inegável que este terá lá, ao menos, apoio do maior patrimônio do clube: sua torcida.
Fizeram a goleada: Lúcio Flávio - pênalti -, Jorge Henrique e Túlio.

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Santos 1x3 Coritiba - Mais uma derrota do Santos (18º/17 pts.), em casa. Ainda que viesse de duas vitórias, o alvinegro praiano não conseguiu conter o ímpeto dos curitibanos - principalmente Keirrison, autor dos três gols; Maikon leite, novamente, descontou para o Santos. Boa campanha do bem armado e emergente Coritiba (7º/26 pts.), de Dorival Júnior. Estão a quatro pontos do G4, somente. Neste campeonato, o sobe e desce é constante. É provável que o Coxa visite o grupo dos quatro, muito embora não acredite que lá esteja ao fim da competição. E ao Santos de Cuca, em contrapartida, já será um alento escapar do grupo dos quatro. Nesse caso, últimos.

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Atlético/MG 2x1 Sport - Na estréia de Marcelo Oliveira, aproveitando de certa negligência do Sport (10º/24 pts.), o Atlético/MG (12º/21 pts.) virou a partida e, por ora, respira. Roger marcou para o Leão da Ilha; Marques e Gedeon se encarregaram da virada. As duas últimas rodadas do Galo, porém, não são nada fáceis: Santos (f) e Grêmio (c). Dois infortúnios e a zona fará parte da realidade centenária, novamente.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Polêmica rodada

QUA., 23/07/08

Cruzeiro 0x1 Goiás - Mesmo com a volta do meia Wágner, o Cruzeiro (3º/24 pts.) não conseguiu vencer o Goiás (12º/17 pts.), no Mineirão. Com um a mais desde o final da primeira etapa - o lateral Júlio César fora expulso aos 41 -, a equipe Celeste não conseguiu criar boas oportunidades de gol na etapa final. Limitava-se a alçar bolas na área - ainda que chegasse com mais perigo quando trabalhava a bola no chão - facilitando a tarefa do Esmeraldino, que marcava implacavelmente. Aliás, a chance mais clara desta etapa foi de Alex Terra. Em meio à sua irregularidade, a equipe de Minas desperdiça, por mais uma vez, a chance de chegar à liderença; podendo, inclusive, sair do G4 esta rodada - pode ser ultrapassado por Vitória, São Paulo e Palmeiras. Conseqüentemente, Adílson Batista volta a balançar. Não fosse o bastante, o Cruzeiro ainda perdeu o lateral Jadílson, machucado, no intervalo e Jonathan, com estiramento. Com a segunda vitória consecutiva, o Goiás, por ora, não só sai da zona de rebaixamento, mas também sobe seis posições. Significativa ascensão.
Anotou o único gol da partida: Iarley (foto: Divulgação/Agência Estado), de falta. Um golaço! Foi o que de melhor teve no jogo, acredite.


Polêmica: Aos 40, Alex Terra, numa troca de passes, recebeu a bola de frente para a meta avançou e foi derrubado por Thiago Heleno, de carrinho. Alex, não fosse o carrinho, porém, iria "dentro" do gol. A regra diz que se o zagueiro for o último homem, é expulsão imediata. Não era o caso, mas de qualquer forma, era uma chance límpida de gol.

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(foto: Reprodução SporTV)

Coritiba 1x0 Ipatinga - Graças ao bom meia Carlinhos Paraíba, o Coritiba (8º/20 pts.) venceu o constante freqüentador da zona Ipatinga (20º/10 pts.). Suou. O golaço de Paraíba, aos 30, salvou a noite do alviverde. O triunfo rendeu uma gradativa subida (duas posições) do Coxa, que se encontra na zona da Sul-Americana. O Ipatinga segue como mero figurante. No entanto, por incrível que pareça, a diferença da equipe mineira para o Sport - primeiro time fora da zona -, é de cinco pontos. Nem tanto. Para o Ipatinga, me parece ser.

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Vitória 1x0 Náutico - Confirmando a louvável campanha, o Vitória (2º/26 pts.) derrotou o Náutico (11º/18 pts.) no Barradão. Tranqüila vitória, comandada pelo franzino Marquinhos - com dois gols. O primeiro deles, de extrema categoria. Marquinhos recebeu e colocou, com frieza, no canto de Eduardo. No segundo, uma incrível arrancada, superando o zagueiro do Náutico e batendo de primeira. Grata revelação do Vitória e do futebol brasileiro. Infeliz e certamente, com seus dias contados no país. O rubro-negro baiano emplaca sua segunda vitória consecutiva - na última rodada vencera o Flamengo, no Maracanã. A equipe baiana, na "pior" das hipóteses, termina essa rodada na 3ª posição - em caso de vitória do Grêmio sobre o Figueirense. Que campanha!

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(foto: Cezar Loureiro / O Globo)
Botafogo 4x0 Atlético/MG - Resultado esperado. Sem sustos, o Botafogo (10º/18 pts.) de Ney franco goleou o Atlético/MG (17º/15 pts.) de Gallo. Confirma a crescente do revigorado Botafogo. O Atlético, já com a derrota do Cruzeiro, entrava na zona de rebaixamento. Injustamente. O Galo tem atuado bem - vinha de uma impressionante virada sobre o Coritiba, na última rodada -, mas.. por um capricho ou outro, não tem vencido sempre. A posição ocupada pelo alvinegro mineiro, indubitavelmente, não condiz com o futebol apresentado pela equipe. Há esperança. Precisa de reforços, principalmente para o ataque - vale lembrar que perdera Danilinho há pouco. O Botafogo, no entanto, em nítida ascensão, não jogou bem como vinha fazendo. Contou com a ajuda de César Prates, principalmente. Aos 25 segundos de jogo, cometeu pênalti em Wellington Paulista, no primeiro lance da partida. Lúcio Flávio converteu. O Atlético/MG, sem Petkovic (supenso), tentava chegar. Não assustava. Na etapa final, aos 14, César Prates - que já tinha amarelo -, puxou o mesmo Wellington P. e foi expulso, o que facilitou ainda mais a tarefa do alvinegro carioca. Completaram a goleada: Triguinho, Carlos Alberto e Gil. No domingo, sem Thiaguinho (suspenso), o Botafogo enfrenta o Flamengo - sem Bruno e Tardelli, suspensos.

Polêmica: Calisto (ex-Vasco) deu entrada criminosa em Renato Silva e só recebeu amarelo. Gaciba deixou barato.

Polêmica II: Pouco depois, Yuri, que havia acabado de entrar, deu carrinho em Túlio e foi expulso direto. Certíssima expulsão. A decisão de Gaciba, é no mínimo, contraditória.

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Vasco 3x3 Fluminense - Movimentadíssimo clássico!, como costumam ser, felizmente. E para não destoar... novo tropeço cruzmaltino. O Vasco (13º/16 pts.) chegou a estar vencendo por 3 a 1 até o 29 minutos (acredite!) do segundo tempo. Apesar da incrível recuperação, o empate, nem de longe, teve sabor de vitória aos tricolores, que bradavam pela saída de Renato Gaúcho. Ademais, com o resultado o Fluminense (18º/13 pts.) se manteve na zona de rebaixamento, na mesma posição. O Vasco segue caindo... Certamente, já estão querendo a singela cabeça de Lopes.
Anotaram os seis gols da partida: Edmundo (2), Washington (2), Leandro Amaral e Tartá.


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Internacional 2x0 São Paulo - Invicto há sete partidas (quatro vitórias e três empates), o Internacional (6º/22 pts.) confirmou a boa fase e venceu o incognoscível São Paulo (5º/23 pts.) que já na última partida venceu, mas não convenceu. Nilmar anotou os dois gols do jogo. Vida - lê-se carreira - longa a Nilmar! O Colorado ainda espera apresentar o meia argentino D'Alessandro, além de tentar o acerto com Daniel Carvalho. Por outro lado, contratou esta semana Gustavo Nery (ex-Fluminense, Corinthians e tantos outros clubes...). A pergunta é: pra quê?
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Portuguesa 2x2 Flamengo - O que me motivou a dar este título ao post (além da minha falta de criatividade no momento) foi a partida do Canindé, obviamente. Não acompanhei o jogo na íntegra - zapeava por todos os jogos -, mas vi bons pedaços, como não podia deixar de ser, posto que a todo momento era alardeado em outros jogos, lances da partida do Canindé. Tratemos deste, portanto. Aos 34, o Flamengo (1º/27 pts.) abriu o placar com Ronaldo Angelim, no melhor estilo Maradona, se preferir, com a mão. Só quem não viu - ou fez que não - foi o árbitro Fifa, Evandro Rogério Roman. Para se ter idéia... o zagueiro, após empurrar a bola para as redes, sequer comemorou. Pelo contrário. Estava reclamando de um empurrão ou algo do gênero. Um minuto depois, pênalti para a Portuguesa (15º/16 pts.). Diogo bateu com a abominável paradinha, perdeu, mas o bandeirinha acusou irregularidade de Bruno, que se adiantou. Realmente, Bruno se adiantou. Mas a regra tem de ser revista, quanto à paradinha - que só favorece a quem cobra - e a essa passo à frente. Gostaria, sinceramente, de saber como um goleiro conseguirá uma impulsão sem usar esse 'mecanismo'. Na segunda cobrança, a mesma (!) adiantada de Bruno e o gol, ainda assim, validado. Ibson, sem nenhuma ilegalidade, aumentou para o rubro-negro. Na etapa final, no primeiro minuto, pênalti para a Lusa. Diogo, novamente bateu; Bruno, novamente se adiantou e novo empate. Aos 43, nova penalidade (a terceira da partida) para o Flamengo. Ibson cobrou a primeira. Perdeu. O assistente mandou voltar, posto que Sérgio se adiantou. Nova cobrança. Ibson bateu. Sérgio se adiantou e, no outro canto, defendeu. Validada a cobrança e resultado final: 2 a 2. Ficou de bom tamanho, não?
O Flamengo, definitivamente, vê sua liderença ameaçada. Para tal, basta que o Grêmio vença o Figueirense - que terá a volta de Cleiton Xavier -, no Orlando Scarpelli. Nada fácil! As chances de se manter na liderança ainda são bem favoráveis. A conferir.

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QUI., 24/07/08

(foto: Agência Estado)
Sport 1x0 Atlético/PR - Vitória magra e despretensiosa do Leão da Ilha. Partida entre dois dos piores ataques do campeonato (o rubro-negro da Ilha fez 13 gols; o e o paranaense 14). O Sport (12º/18 pts.) buscava o gol incessantemente através de chutes de longa distância. E tanto tentou, que o único gol da partida saiu assim. Luciano Henrique, aos sete, recebeu na entrada da área, cortou o zagueiro e bateu colocado, anotando o único gol da partida. Para o Sport, será satisfatório terminar até a 16º posição. O Atlético/PR brigará por uma vaga na Sul-Americana e olhe lá.

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Palmeiras 4x2 Santos - Outro grande clássico à altura do que se esperava. Fiz de tudo para chegar a tempo de assistir à partida em casa, mas não consegui. Quando cheguei, o placar já marcava 2 a 0 (Leandro e Alex Mineiro) a favor do Palmeiras (4º/24 pts.) - isso aos 14 minutos de jogo. Inacreditável. Sem falar que aos 2 min. o alviverde tivera um gol anulado. Aos 28, o bom lateral-esquerdo Leandro fez o seu segundo, de falta. Pouco depois, aos 33, Kléber Pereira diminuiu a exorbitante diferença: 3 a 1. Cinco minutos depois, Apodi, aos trancos e barrancos, fez o segundo do Santos (19º/11 pts.) - que voltou, definitivamente, para a partida. No entanto, já aos 44, Leandro cobrou falta e Gladstone escorou para fechar o placar, ainda no primeiro tempo: 4 a 2. O Palmeiras marcou em todas as oportunidades que teve no primeiro tempo. Competência pura. E o Santos de Cuca... segue perdido, apenas na base da vontade. A zaga é muito falha - tem uma das defesas mais vazadas da competição. Fabiano Eller, tido com a solução, não se encontrou e falha junto com seus companheiros - Fabão e Marcello. Cuca, visivelmente desequilibrado, ainda foi expulso. Completados dez jogos à frente do Peixe, Cuca tem soma apenas uma vitória - contra o Sport, na última rodada. Pouquíssimo. Passou do tempo de reagir. O Palmeiras, que não vencia o rival há oito partidas, quebra o jejum e volta ao tão desejado G4. Vejamos se manterá, enfim, uma regularidade daqui pra frente.

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Figueirense 1x7 Grêmio - Surpreendente. Atípico. Surpreendente pela derrota - e da maneira que foi - do Figueirense (9º/19 pts.) que, até então, não havia perdido no Orlando Scarpelli (quatro vitórias e dois empates) e atípico, obviamente, pela elasticidade do placar. Outra surpresa: o ataque do Grêmio (1º/28 pts.) marcou, enfim. Peréa e - até - Reinaldo fizeram gols. Três, cada. Marcelo completou e, pelo Figueirense, Cleiton Xavier - que voltava hoje à equipe. Com o resultado, o Grêmio assume a liderença da competição e seu ataque dispara e consolida-se como o segundo melhor da competição, atrás do agora vice-líder, Flamengo. Merecidamente. Alguém ousa duvidar?

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Déjà vu

QUA., 16/07/08
Botafogo 4x0 Ipatinga - Atuando de forma convincente e envolvente - o que remeteu ao time de outrora - o Botafogo (12º/15 pts.) goleou o Ipatinga (20º/7 pts.) no Engenhão. Concordo que não precisa muito - com todo respeito - para vencer a equipe do Vale do Aço, mas a equipe carioca não somente venceu, como convenceu. Goleou. O Botafogo por momento nenhum teve sua vitória ameaçada. A surpresa, na verdade, começou nas arquibancadas. Com preços promocionais, compareceram esta noite 10.007 pagantes. Indubitavelmente o maior público do Botafogo, em casa, neste campeonato. O jogo marcou também a estréia de Ney Franco à frente do Botafogo - uma vez que na última partida ele dirigiu a equipe apenas por fazer questão, sem sequer ter tido tempo hábil para treinar. Logo aos seis, depois de receber passe de Triguinho, Zé Carlos (foto: Cléber Mendes) que acertou um petardo - exatamente como fizera no clássico contra o Vasco no Carioca deste ano. Confira! -, inapelável para Rodrigo Posso. Aos dezoito, após receber linda assistência de cabeça (!) de Thiaguinho (guardem este nome), Wellington Paulista fuzilou e marcou outro golaço. Aos quarenta e três, depois de jogada na linha de fundo de Thiaguinho (!), a bola sobrou para Jorge Henrique que, apesar de não ter muita intimidade com as redes - ainda que se diga atacante -, não teve como perder: 3 a 0 e final do primeiro tempo. Na etapa final, logo aos sete, após linda enfiada de Thiaguinho (!), Jorge Henrique só teve o trabalho de concluir e decretar o fim da goleada. Já nos acréscimos, o Botafogo teve um contra-ataque e claríssima chance de dilatar a goleada. O árbitro baiano Arilson Bispo da Anunciação optou por encerrar a partida. Covardia. O destaque da partida, claro, fica por conta de Thiaguinho. Contratado do Boavista (RJ) e volante de origem, teve de ser improvisado como lateral na partida contra o Santos, já que Alessandro (titular) teve estiramento e no elenco não possui outro jogador para a posição. Na Vila Belmiro, participou do lance do primeiro gol, fazendo belíssimo cruzamento para Wellington Paulista concluir, de primeira. E hoje, participou diretamente de três dos quatro gols. Belíssima aquisição do Botafogo. Seria interessante renovar o contrato do jogador para não perdê-lo de graça, mais tarde. Não tardará.
Com a vitória irrefutável, o Botafogo, momentâneamente; consegue atingir a primeira meta de Ney Franco - ficar entre os dez - e passa a vislumbrar melhores posições na tabela. O Ipatinga dá pinta de ter vindo à elite tão-somente a passeio. Uma pena!

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Vitória 1x3 São Paulo - O Tricolor paulista parece, enfim, ter despertado. Venceu com folga e autoridade o Vitória (5º/20 pts.), em meio a um lotado Barradão. Hugo abriu o placar, de cabeça, aos doze. Na segunda etapa, o Vitória, jogando em casa... teve de partir para cima, conseqüentemente deixando brechas em seu setor defensivo. Aos vinte e oito, Dagoberto invadiu a área e, no mano a mano, só teve o trabalho de cortar para a direita e fuzilar o gol de Viáfara. Aos trinta e cinco, após novo contra-ataque, Éder Luís - que havia marcado no clássico de domingo - deu um drible da vaca (como é conhecido no Rio; ou meia lua, em outras localidades) no zagueiro e concluiu. Um golaço! Já aos quarenta e cinco, Dinei descontou para o alvinegro baiano, em gol esquisito. O São Paulo (6º/20 pts.) sobe uma posição e com a sequência de vitórias, volta a sonhar com o tricampeonato nacional. Hoje, seis pontos dividem o tricolor da liderança. O Vitória, como imaginava, não parece mesmo elenco para suportar a temporada e já começa a cair.

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(foto: Agência / Lancepress!)
Figueirense 3x1 Santos - A vitória, esperada. A foto, sintomática. O Figueirense (7º/19 pts.) de PC Gusmão vem numa nítida crescente (três vitórias e dois empates nas últimas cinco partidas), ao passo que o Santos (19º/8 pts.) de Cuca (foto), só não decresce de forma vertiginosa por falta de espaço. O técnico santista não obteve uma vitória sequer à frente da equipe. São dez jogos sem vitória. Oito deles, com Cuca no comando. Após a partida, visivelmente abalado, Cuca entregou o cargo, como de praxe. A diretoria santista, por sua vez, não aceitou e pediu uma reunião com o técnico a fim de resolver seu destino. É público e notório, neste caso especificamente, que uma mudança é necessária. O que não quer dizer que seja necessariamente de técnico. O elenco do Santos é aquém do que se espera, evidentemente. Jogadores, para o ataque, por exemplo, tem de ser contratados. A equipe cria bastante, mas peca na mesma proporção. Fica refém de Kléber Pereira, apenas; que nem sempre resolve. Ao Cuca, penso que a mudança deve ser de postura. Geralmente cabisbaixo - mesmo nas vitórias -, Alex Stival, querendo ou não, tende a passar esse espírito a seus comandados. Cuca, bem como seus times, não lida bem com a adversidade e acaba sucumbindo e/ou degringolando. Pelo que conheço de Cuca, por mais que fique, não conseguirá reanimar esta equipe, tampouco reanimar a si. Segurá-lo, portanto, será desferir um tiro contra o próprio pé e apenas adiar sua despedida. Para alcançar seu primeiro título na carreira, Cuca terá, obrigatoriamente, de ter essa mudança de postura e semblante. Precisa passar segurança e confiança aos seus! Uma vez que nem ele mostra ter... não pode esperar que seus jogadores tenham.
Os gols da segunda vitória consecutiva do Figueira foram marcados por: Edu Salles, de cabeça, aos vinte e sete e aos quarenta e cinco do 1º tempo; Tadeu, aos doze da etapa final, finalizou a goleada.
Triste fim de Alex Stival. Não merece.


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Portuguesa 3x2 Náutico - Após quatro rodadas sem vencer (três derrotas e um empate), a Portuguesa (12º/15 pts.) venceu quando menos se esperava uma vitória. Depois de estar perdendo por 2 a 0 (Felipe, aos quatorze; Gilmar, aos trinta e um) em casa, a Portuguesa voltou ao segundo tempo disposta a, pelo menos, igualar o marcador. Logo aos dois minutos, com Edno (foto: Agência Estado), diminuiu. Com o gol feito logo no início, restava muito tempo para sonhar mais alto. O empate, no entanto, tardou a vir. Saiu apenas aos trinta e sete, com Patrício (ex-Grêmio). A Lusa, ambiciosa, foi atrás e virou com Jonas (ex-Santos). Bela virada! Esta valeu três posições para os lusitanos. O Náutico (8º/17 pts.) perde duas, mas não deixa de fazer uma boa campanha até aqui.

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(foto: Lancepress)
Sport 2x2 Grêmio - Por duas vezes à frente do placar, o Grêmio (3º/22 pts.) não resistiu e apenas empatou com o Sport (11º/15 pts.), na Ilha. O resultado para o tricolor gaúcho, certamente, não é catastrófico. Mas, uma vez construída a vantagem e, se há a ambição de título, não pode se tomar um gol ao apagar dos refletores (o empate aconteceu aos 37 do segundo tempo). O Sport, já garantido na Libertadores-09, não tem mais pretensões na competição, senão terminar esta em uma posição que lhe garanta a permanência na elite do futebol. O que agrava ainda mais o vacilo tricolor. Anotaram os gols desta partida: William Magrão aos sete; Durval aos quinze; Rodrigo Mendes aos dezoito (2º tempo) e Durval aos trinta e sete. Este um ponto, obviamente, não foi trilegal, tchê!

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Palmeiras 3x1 Fluminense - Após alguns percalços, o Palmeiras (4º/21 pts.) voltou a vencer e voltou ao G4. E ali se manterá, ao menos por essa rodada. Após falha grotesca da defesa, Kléber (foto: Lancepress), mesmo que com baixa estatura, abriu o placar aos trinta e três. Inconcebível. No entanto, dois minutos depois, Washington empatou, de cabeça - entende-se! Não satisfeito, o Fluminense (18º/9 pts.) voltou a tomar um gol, de cabeça (!) de Kléber, que recebeu cruzamento milimétrico de Leandro da esquerda, antecipou a Luís Alberto e marcou, logo aos três da etapa final. Acuado, o terceiro era questão de tempo. Aos trinta e dois, depois de outro belo cruzamento de Leandro, Maicossuel - que fazia sua estréia hoje e entrara há quatro minutos - decretou a vitória. De volta ao G4, resta ao Palmeiras manter uma regularidade para galgar posições. Ao Fluminense...resta ânimo, futebol, foco... Há de se aproveitar enquanto a vantagem do primeiro fora da zona (Atlético/MG) ainda é pequena: três pontos ou uma vitória. O Galo, porém, joga amanhã, contra o Internacional, em Porto Alegre. A vantagem, pois, tem tudo para se manter. Basta o Fluminense se ajudar.

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(foto: Agência Estado)
Cruzeiro 1x0 Atlético/PR - Por vantagem mínima, o Cruzeiro (2º/24 pts.) venceu o Atlético/PR (15º/13 pts.) e já faz sombra ao líder Flamengo. A vantagem, a essa altura, é o de menos. Por mais uma vez, o gol foi marcado já no fim do jogo. Aos quarenta minutos, o volante Elicarlos (destaque) se aventurou ao ataque e marcou o único gol da partida. O Cruzeiro entrou desfalcado de seu armador Wágner. O Cruzeiro criava bem; concluía mal. Em um campeonato tão longo como este, não se pode (e não se deve) esperar partidas em grande nível toda rodada. É normal haver a oscilação. Hoje foi o dia do Cruzeiro (e de seus atacantes) que, ainda assim, venceu. Com a vitória apertada, já cola no Flamengo (que hoje perdeu Marcinho para o Al Jazira e tende a perder mais peças) que, por sua vez, tem difícil tarefa nesta quinta: Coritiba, no Couto Pereira. O Atlético/PR, que vinha de dois resultados adversos - um empate em casa e uma derrota -, volta a se aproximar da zona de rebaixamento. A campanha irregular é preocupante.

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SporTV - Hoje (17/07), às 19h na livraria Saraiva do IBMEC - Av. Presidente Wilson, 118 - Centro do Rio, os jornalistas e comentaristas Marcelo Barreto e Armando Freitas lançam o "Almanaque Olímpico SporTV". Faltam apenas 21 dias para a abertura oficial dos Jogos de Pequim 2008. Dá tempo de garantir seu exemplar e se inteirar.
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QUI., 17/06/07
(foto: Itamar Aguiar / VIPCOMM)
Internacional 1x0 Atlético/MG - Invicto há quatro rodadas (dois empates e duas vitórias), o Internacional (8º/12 pts.) tinha como adversário o oscilante Atlético/MG (16º/12 pts.). E não precisou muito para vencer, tampouco para abrir o placar - Nilmar, de cabeça fez logo aos cinco. Ontem, escrevi que dificilmente o Atlético/MG conseguisse um bom resultado, mantendo assim a mesma vantagem (3 pts.) para o primeiro da zona (Fluminense). O resultado poderia ter sido mais dilatado, mas o Colorado parou no ótimo goleiro atleticano, Edson - já havia sido destaque na partida contra o Flamengo, no Mineirão. O Galo chegou timidamente ao ataque e o seu melhor momento foi uma bola na trave, ainda na primeira etapa. Sem Danilinho, que acertou com o Jaguares/MEX, a situação atleticana é ainda mais complicada. O Atlético infelizmente, hoje, é um dos fortes candidatos a maior vergonha de sua história. E o pior: em pleno ano de seu centenário. Já o Internacional subiu uma posição na tabela está a apenas três pontos da zona de Libertadores. Se D'Alessandro vier, realmente, tudo ficará mais fácil pro Colorado. A conferir.

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Vasco 1x1 Goiás - A equipe esmeraldina jogava como se não fosse visitante. Durante toda a partida, quem teve mais fluxo de jogo e as melhores chances de gol foi o Goiás (11º/12 pts.). Do lado do Vasco (11º/15 pts), ainda no primeiro tempo, Alex Teixeira perdeu a melhor chance cruzmaltina. Que ironia do destino! Logo Alex, que esta semana declarou ainda não ser um fenômeno, mas que pode vir a se tornar. É... a finalização, ainda que seja atacante, não é seu forte.
O gol esmeraldino foi marcado por Romerito, aos quarenta e três, que subiu entre a zaga - um dos problemas crônicos do Vasco. E, ainda mais irônico, foi o autor do gol de empate. O zagueiro Luisão, aos quarenta e seis, garantiu o empate. Pouquíssimo. A torcida protestou contra a equipe e Antônio Lopes. É sempre muito fácil pedir a cabeça de um, apenas. O problema é um pouco maior que a ilustre cabeça de Lopes.

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Coritiba 1x0 Flamengo - Era sabido por todos, imagino, que a tarefa do Flamengo (1º/26 pts.) não seria nada fácil. Sem Marcinho, então... Aproveitando-se disso, o Coritiba (10º/17 pts.), que contava com o retorno do bom meia Carlinhos Paraíba, logo abriu o placar com Rodrigo Mancha, aos dezessete, após desferir forte chute de fora da área e contar com o desvio em Fábio Luciano. O rubro-negro forçava as jogadas pelo lado esquerdo, principalmente com o insubstituível (para Caio Jr.) Juan. Mas pecava no último passe. Quando não, na finalização. Marcinho fará e já fez muita falta. Obina ainda tentou, na segunda etapa, mas parou em bela defesa de Édson Bastos - ídolo em Curitiba. O Coxa faz uma campanha interessante. Segue invicto, jogando sob seus domínios. Estará, certamente, na Sul-Americana do ano porvir. Este foi o primeiro resultado negativo (lê-se derrota) do Flamengo, jogando fora de casa. E a vantagem, outrora de cinco pontos... está em apenas dois. Na próxima rodada, o rubro-negro enfrenta, sem Juan (!) - suspenso pelo terceiro cartão - o Vitória, no Maracanã. Longe de ser fácil.